terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Inventário do Grupo

" O INVENTARIO DO GRUPO "

Apresentação: Sou igual a vocês, não vim ensinar, mas trocar com vocês as experiências que aprendi em todos os anos que convivi, com companheiros e companheiras de AA, no Grupo, e em diversos setores de A. A. Se alguma coisa eu falar, que desgoste a algum de vocês, não liguem, eu não vim dizer o que você tem que fazer e sim o que a maioria faz, pôr ter entendido que isso é o melhor, mesmo que desagrade a alguns.
Ninguém está em A. A. para agradar ou desagradar companheiros (as), mas sim para ficar sóbrio e servir a AA, para fazer o melhor para que A. A. permaneça para sempre, e para isso o melhor é amar nossos irmãos, compreendê-los, tolerá-los, perdoá-los e ajudá-los em sua trajetória nesta vida, mesmo que discordemos de suas atitudes. Posso até detestar as atitudes de alguém, mas devo amá-lo mesmo assim, pois somos irmãos/as, estamos na mesma nave e dependemos um do outro para sobreviver.

VEJAMOS O INVENTÁRIO:

O grupo e o indivíduo. O indivíduo, os conflitos e a paz. O Grupo é um conjunto de indivíduos que dele fazem parte, não é composto só dos que prestam serviços, portanto o que é feito ou não, é da responsabilidade de todos. Ao melhorarmos o comportamento individual melhoramos o grupo, ao diminuirmos os conflitos internos de cada um de nós, geramos a paz em nosso o grupo. Ninguém pode melhorar o comportamento do outro, mas sim o seu próprio, e isto já é difícil, é preciso querer modificar-se, é necessário programar-se para isso e agir. A diferença entre o ideal e a ação que transforma é enorme. Cada um dos problemas maiores que estão diante de nós foi provocado por um comportamento humano nosso. A boa notícia é que nosso comportamento é a causa, nós temos o poder de modificá-lo! Existem ações que cada um de nós pode realizar dentro de si mesmo, para iniciar uma cadeia de conseqüências específicas e positivas no seu grupo, no seu distrito, na sua área e no A. A. como um todo. O único limite para o impacto que causamos é a nossa imaginação e o nosso compromisso com AA. Pensemos bem nisso, AA é maior de que qualquer um de nós e de que qualquer uma parcela de nós, AA é para todos seus membros, e todos devem ser ouvidos e considerados, não há os mais sábios, nem os melhores, mas a consciência coletiva, à qual todos devemos render-nos humildemente. Em A. A. não deve prevalecer os gostos, usos e preferências pessoais, seus princípios são a nossa única salvação, quer seja na Recuperação, na Convivência e nos Serviços.

Vejamos então sob o ponto de vista individual e coletivo:

1 - Qual o propósito básico do Grupo?
2 - O que mais poderá ser feito para transmitir a mensagem?
3 - Estamos alcançando o número suficiente de alcoólicos (as)?
4 - Que mensagens temos dado aos diversos setores da sociedade?
5 - Estamos atingindo todas as camadas sociais?
6 - Os companheiros (as) têm permanecido entre nós?
7 - Nosso apadrinhamento na recuperação e no serviço é eficiente?
8 - As nossas salas de reuniões são agradáveis, ou tem sempre alguém contestando algo?
9 - Esclarecemos o suficiente, sobre a necessidade de prestarmos serviços?
10 - A todos (as) é permitido participar das atividades do grupo?
11 - Os servidores (as) são escolhidos (as) com cuidado e responsabilidade?
12 - 0 grupo cumpre a sua parte referente aos órgãos de serviço?
13 - Damos a todos (as) informações sobre Recuperação, Unidade e Serviços?
14 - Sou saudável? Será que somo, ao invés de dividir?
15 - Critico companheiros (as) ou grupos em depoimentos de recuperação?
16 - Sou pacificador (a) ou provocador (a) de discussões estéreis?
17 - Gosto de comparar meu grupo com os demais da cidade?
18 - Considero inferiores certas atividades em AA?
19 - Estou bem informado sobre AA como um todo, para discutir esses assuntos?
20 - Pareço bonzinho (boazinha), mas secretamente faço conluios e ajo com rancor e hostilidade em grupinhos fora de A. A.?
21 - Procuro conhecer a afundo, o programa de AA, para usá-lo e transmiti-lo?
22 - Compartilho nos momentos bons e difíceis do grupo e da Irmandade?
23 - Vivo criticando líderes, serviços, e centrais sem auxiliá-los?
24 - Procuro elogios pelas minhas idéias e ações, e destaco meu trabalho dizendo que quando eu era responsável por um serviço tudo era melhor?
25 - Sou aberto (a) para aceitar as deliberações do grupo? Trabalho com boa vontade, mesmo que as decisões sejam contra o que penso?
26 - Mesmo antigo (a) ainda faço tarefas simples nos grupos?
27 - Não participo pôr desconhecer os assuntos de AA?
28 - Julgo a possibilidade de recuperação dos novatos (as)?
29 - Acho que alguns (umas) companheiros (as), não deveriam vir ao meu grupo?
30 - Costumo julgar o ingressante como sincero ou hipócrita?
31 - Tenho preconceito de qualquer tipo, a meus companheiros (as)?
32 - Impressiono-me com pessoas consideradas importantes?
33 - Não dou importância às pessoas que eu considero inferiores?
34 - Abordo com a mesma boa vontade, um companheiro (a) sujo (a) e uma companheiro (a) novo (a) e bonito (a), sendo eu mulher ou homem respectivamente?
35 - Como trato o anonimato do outro, com os amigos e na minha família?
36 - Como ajo com a lei do sigilo? Com o que ouço dos desabafos de companheiros (as)? No grupo? Na rua? Em casa?
37 - Sabendo que somos emocionalmente infantis e cheios de mania de grandeza, procuro o autoconhecimento para modificar-me, ou só julgo os outros?
38 - Sei hoje, de que muitos de meus defeitos de caráter são inconscientes?
39 - Procuro métodos, para eliminar meus defeitos de caráter, além das ferramentas de AA, sem trazê-los para dentro de A. A.?
40 - Continuo entendendo que eu sei como é melhor para AA e meus companheiros (as), do que a Consciência Coletiva do Grupo?
41 - Procuro em meus depoimentos, limitar-me ao tempo concedido, ou sou indisciplinado?
42 - Deixo de dar minha experiência, ou sempre pulo na frente para falar?
43 - Tenho falado só do meu progresso material, ou falo preferencialmente de meu crescimento espiritual e autodomínio emocional?
44 - Continuo dizendo que em AA tudo é de graça, ou digo que somos responsáveis pelas nossas despesas e manutenção dos órgãos de serviços, e de nosso Grupo?
45 - Digo que em AA é proibido proibir, ao invés de dizer que em AA temos uma liberdade responsável, como A. A. nos ensina?
46 - Sei que sem o uso das tradições, A. A. correrá perigo no futuro, ou desprezo essa verdade?
47 - Observadas as tradições e os passos, insisto dizendo que são poucas as maneiras de proceder em AA?
48 - Meu grupo sempre considera o bem estar de todo A. A.?
49 - Considero todos os companheiros (as) ou excluo alguns como indesejável, ou até desejo atenção especial para assuntos meus particulares?
50 - Para os que sabem que sou um A. A. sou um bom exemplo em minha vida particular?
51 - Preocupo-me em saber o que devo dizer ao recém chegado (a)? Como trato o que já é companheiro (a), tenho atenção para com todos?
52 - Gosto de homenagem e elogio, ou faço homenagem e elogio a companheiro (a) vivo ou morto (a)?
53 - Faço observações maldosas sobre o comportamento dos companheiros (as)?
54 - Critico os companheiros que querem estudar os princípios de AA, e falar sobre eles?
55 - Já me perguntei, porque só quero reuniões de depoimentos, e só gosto de falar sobre minha época de bebedeira? Não tenho nada de reformulação para contar?
56 - Já me dei conta que o plano de 24 h. é só para parar de beber, mas que para permanecer abstêmio e ser feliz preciso praticar os doze passos, as doze tradições e entrar nos serviços?
57 - Já me dei conta que faço parte do todo e que sem um, ou com a ausência de alguém, o todo estará incompleto?
58 - Entendi que A. A. não nos obriga a nada, mas que devo obrigar-me a participar dos serviços de AA, e a contribuir com dinheiro tão logo possa, pôr gratidão?
59 - Já pensei que se não consigo amar a todos, muito e sempre, pelo menos posso não ter reserva ou raiva de ninguém?
60 - Tenho ajudado na divulgação efetiva de AA? Preparei-me para isso?
61 - Uso o nome de A. A. para obter desconto, emprego, transporte publico, etc.?
62 - Participo das reuniões de serviço para cooperar, ou para ser do contra e derrotar alguém? Ou sequer participo das mesmas?
63 - Culpo o grupo pôr tudo, ou ajudo o mesmo no que posso? Entendo que a verdade se divida em cada mente, e que cada um tem a sua visão do certo?
64 – Preocupo-me com a origem da sugestão para considerá-la; ou se ela é boa ou não para AA? Dou atenção a quem não participa do grupo, para trazer seus questionamentos pessoais e particulares para o grupo?
65 - Não faça tudo dizendo que ninguém o faz, estimule humildemente que outros façam alguma coisa, não diga também que ninguém o deixa fazer, faça humildemente alguma coisa.
66 - Você é livre, mas coopere, participe, não espera convite, não seja indiferente com seus irmãos.
67 - Procure ser sintético quando falar, treine para isso, você falará menos, dirá mais coisas e outros poderão falar também.
68 - Não critique quem fala bem, nem quem fala mal, quem não fala, ou quem fala demais, deixe cada um ser como é, e dar-se conta, se estiver errado. (Se o fizer, faça-o direta e particularmente, ou nas reuniões de serviço se o grupo estiver sendo prejudicado).
69 - Não tenha vergonha de ser entusiasta com A. A. e mostrar calor humano.
70 - Não precisa concordar com as opiniões alheias, mas nem detestar-lhes pôr pensarem diferente.
71 - Não prejudique o grupo, seja parte da solução, participe.
72 - Não procure companheiros (as) errados (as), e sim acertos.
73 - A consciência coletiva só se manifesta após exaustivas discussões, em várias reuniões, sempre à luz dos princípios de AA, para que a votação atinja substancial unanimidade, colaboro para isso.
74 - Lembro-me que os antigos (as) também são doentes?
75 - Sei que a recuperação sem os passos não traz unidade, nem paz?
76 - Sei que Unidade sem Tradições produzem Serviços deficientes?
77 - Contribuo com gratidão, para a mensagem atingir outros doentes?
78 - Se todos fossem como eu, como seria o A. A. hoje?

Pense nisso. Como numa empresa, que passa a utilizar um programa de qualidade, não basta uma exposição por outra empresa especializada desse processo moderno; é necessário impregnar seus servidores desses princípios, com atividades permanentes no sentido de tirar velhos hábitos, e introduzir novos em seus servidores e membros. Em A. A. esse processo não é diferente, o que muda é que temos orientação definida, os Três Legados de nossa Irmandade, e para aplicá-los com acerto, é necessário dedicação, debates, estudos e troca de experiências permanentemente, tendo como norte esses mesmos Legados. Em A. A. isso não é diferente, a mudança exige esforço contínuo, não devemos ficar no sonho, é necessária a ação, e sempre a Consciência Coletiva é nosso Mestre.

VAMOS PARTICIPAR
VOCÊ TAMBÉM É RESPONSÁVEL PELO SEU GRUPO BASE.

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