quarta-feira, 13 de julho de 2011

Você sabe ler? E nunca leu um livro de A.A.?

Você sabe ler? E nunca leu um livro de A.A.?

Nunca leu um livro de A.A.? No máximo, você deu uma olhada em alguns folhetos? E se justifica: "Não preciso desses livros. Só vou a algumas reuniões e já está muito bom. Não quero virar santo!" Pois fique sabendo que, infelizmente, você não está sozinho. Nos mais de 3.800 grupos em nosso país, percentual muito grande de companheiros também nunca leu um livro de A.A. e tem a mesma atitude.
Eu também era assim. Não saía do 1.° Passo. Tradição e Conceitos, nem falar. Isso era só para alguns que queriam dar aulas de A.A. Até que aprendi, a duras penas, que quem estava agindo daquela maneira era o bêbado que estava dentro de mim. Ele me segurava, me impedia de aprender a viver sem beber. Ele não queria que eu ficasse sóbrio, não suportava a idéia de que eu um dia fosse feliz e não sentisse vontade de beber.

Contra a vontade desse bêbado dentro de mim, um dia comecei a abrir os livros. Foi ai realmente que comecei a abrir os livros. Foi realmente que comecei a fazer parte do verdadeiro mundo de A.A. O mundo dos Passos, que me explicam tudo o que devo fazer para me tornar um ser humano normal, sóbrio, e em paz com a vida. O mundo das Tradições, que me mostram como viver com as pessoas a deixar meu egocentrismo de lado. Os Conceitos, onde pude ver que prestar serviços em A.A. faz parte integrante de minha recuperação. O universo do livro "A.A. Atinge a Maioridade", onde pude ver toda história dos companheiros que começaram tudo isso. Pude compreender que se não fossem eles, sua perseverança em procurar os melhores caminhos, sua obstinação em colocar no papel o resultado de suas experiências vividas, eu não estaria vivo hoje. O bêbado teria triunfado. E todos os outros livros! Pulsando de vida. Pedindo-me que os leia, e os experimente no meu dia-a-dia.

Você sabe ler? E ainda não leu nenhum livro de A.A.? Não permita que o bêbado triunfe sobre sua sobriedade. Leia. Nos livros de A.A. está a chave de sua felicidade.

VIVÊNCIA N.°21, jul/ago/set. 1992.

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