segunda-feira, 23 de maio de 2011

1º Tradição de AA

1 Tradição
“ o nosso bem estar comum devera estar em primeiro lugar; a recuperação pessoal depende da unidade de AA”
A qualidade mais preciosa que a sociedade de Alcoólicos Anónimos tem é a unidade. As nossas vidas e as daqueles que estão para vir dependem directamente dela. Ou permanecemos unidos ou AA morre. Sem unidade, o coração de AA deixaria de bater, as nossas artérias mundiais deixariam de levar a graça vivificante de Deus e a sua dadiva desperdiçar-se-ia.
Fechados outra vez nas masmorras, os alcoólicos acusar-nos-iam, dizendo :que coisa extraordinária poderia ter sido AA!”
“ Que significa isto?” perguntam alguns com ansiedade.
“Então, em AA o individuo não conta? Será que tem que ser dominado e absorvido pelo seu grupo?”
Podemos responder a esta pergunta com um veemente “NÃO”!. Acreditamos que não existe no mundo outra irmandade que cuide de cada um dos seus membros com tanto carinho; certamente que não há nenhuma que guarde mais ciosamente o direito de cada individuo pensar, falar e agir livremente. Nenhum AA pode obrigar outro a fazer o que quer que seja;
Ninguém pode ser punido ou expulso. Os nossos doze passos são apenas sugestões para a nossa recuperação; as doze tradições, que garantem a unidade do AA, não contem uma única proibição. Dizem repetidamente “Nós devemos…” mas nunca “Tu tens de …!”
Para muitas pessoas, toda esta liberdade individual é sinonimo de pura anarquia. Qualquer recém-chegado, qualquer amigo que olhe para AA pela primeira vez, fica muito perplexo. Vêem uma liberdade que parece quase permissividade. No entanto reconhecem de imediato, uma força irresistível de propósito e acção em AA “Como é possível”, perguntam, “que este grupo de anarquistas funcione? Como é possível que coloquem em primeiro lugar o seu bem estar comum? O que será que os mantêm unidos”?
Aqueles que observam AA mais de perto encontram rapidamente a chave deste estranho paradoxo. O membro de AA precisa de adoptar os princípios da recuperação. A sua vida depende, de facto da obediência e princípios espirituais. Se ele se desvia muito, o castigo é certo e rápido: adoece e morre. Inicialmente, submete-se porque precisa, mas depois descobre um modo de vida que quer verdadeiramente seguir. Para alem disto, descobre que não pode manter esta dadiva preciosa, se não a der aos outros. Ninguém em AA consegue sobreviver se não transmitir a mensagem. No momento em que se forma um grupo, através do trabalho do decimo segundo passo, faz-se outra descoberta – a de que a maioria dos indivíduos não se recupera a não ser que haja um grupo. Compreende- se que o clamor dos desejos e ambições pessoais deve ser silenciado, sempre que prejudiquem o grupo. Torna-se claro que o grupo tem de sobreviver para que o individuo não morra.
Assim á partida, a questão principal é como viver e trabalhar em conjunto enquanto grupos. No mundo que nos rodeia temos lideres destruírem povos inteiros. A luta pela riqueza, poder e prestigio tem estado a dilacerar a humanidade como nunca. Se personalidades fortes tem ficado num impasse ao procurar a paz e a harmonia, o que é que poderia acontecer ao nosso errático bando de alcoólicos? Com o mesmo ardor com que tínhamos lutado e rezado pela recuperação individual, começamos a procurar os princípios pelos quais AA, como tal, pudesse sobreviver. A estrutura da nossa sociedade foi forjada através da experiência.
Vezes sem conta, em inúmeras cidades e aldeias, revivemos a historia de Eddie rickenbacker e dos seus bravos companheiros, quando o seu avião se despenhou no pacifico. Com nós, viram-se subitamente salvos da morte, mas ainda flutuando num mar perigoso. Perceberam muito bem que o seu bem estar comum estava em primeiro lugar. Nenhum podia ser egoísta em relação a agua e ao pão. Cada um tinha de pensar nos outros, pois sabiam que só podiam encontrar a sua verdadeira força ancorados numa mesma fé. E assim fizeram, de forma a ultrapassar todas as imperfeições da sua frágil embarcação, todas as provas de incerteza, de dor, de medo e de desespero, e ate a morte de um deles.
Assim tem sido, também, com AA . pela fé e pelas obras, conseguimos basear-nos em lições de experiência inacreditável. Essas lições vivem nas doze tradições de alcoólicos anónimos que – se Deus quiser – nos manterão unidos enquanto ele precisar de nós.

Nenhum comentário:

Postar um comentário