terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 27/01

27 DE JANEIRO
LIBERAÇÃO DA CULPA

No tocante às outras pessoas, tivemos de eliminar a palavra “culpa” de nosso vocabulário e de nossos pensamentos.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.41

   Quando me tornei disposto a aceitar minha própria condição de impotência, comecei a perceber que culpar a mim mesmo por todos os problemas na minha vida poderia ser uma viagem para dentro de mim mesmo, de volta para a desesperança. Pedindo ajuda e escutando profundamente as mensagens contidas nos Passos e nas Tradições do programa, foi possível mudar essas atitudes que atrasam minha recuperação. Antes de ingressar em A.A. eu desejava tanto a aprovação de pessoas importantes, que estava disposto a me sacrificar, bem como aos outros, para ganhar posição social. Invariavelmente eu tinha muitos desgostos. No programa encontrei verdadeiros amigos que me amam, me entendem e procuram ajudar-me a aprender a verdade sobre mim mesmo. Com a ajuda dos Doze Passos, sou capaz de construir uma vida melhor, livre da culpa e da necessidade de autojustificação.

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Meditação do dia:
Durante esses ataques de culpa, nunca havia um arrependimento decente pelos males que eu havia causado, nem propósito algum de fazer as reparações conforme pudesse. Nunca me ocorreu a ideia de pedir perdão a Deus.”
(O Melhor de Bill, p.43)


Daily Reflection:
JANUARY 27
FREEDOM FROM GUILT

Where other people were concerned, we had to drop the word "blame" from our speech and thought.

TWELVE STEPS AND TWELVE TRADITIONS, p. 47

When I become willing to accept my own powerlessness, I begin to realize that blaming myself for all the trouble in my life can be an ego trip back into hopelessness. Asking for help and listening deeply to the messages inherent in the Steps and Traditions of the program make it possible to change those attitudes which delay my recovery. Before joining A.A., I had such a desire for approval from people in powerful positions that I was willing to sacrifice myself, and others, to gain a foothold in the world. I invariably came to grief. In the program I find true friends who love, understand, and care to help me learn the truth about myself. With the help of the Twelve Steps, I am able to build a better life, free of guilt and the need for selfjustification.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 26/01

26 DE JANEIRO
HONESTIDADE RIGOROSA

Quem se dispõe a ser rigorosamente honesto e tolerante?
Quem se dispõe a confessar suas falhas a outra pessoa e a fazer reparações pelos danos causados? Quem se interessa, ao mínimo, por um Poder Superior, e ainda pela meditação e a oração? Quem se dispõe a sacrificar seu tempo e sua energia tentando levar a mensagem de A.A. ao próximo? Não, o alcoólico típico, egoísta ao extremo, pouco se interessa por estas medidas, a não ser que tenha que tomá-las para sobreviver.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.20 

   Eu sou um alcoólico. Se eu beber eu morrerei. Meu Deus, que poder, energia e emoção esta simples declaração gera em mim! Mas, verdadeiramente, é tudo que preciso saber por hoje. Estou disposto a ficar vivo hoje? Estou disposto a ficar sóbrio hoje? Estou disposto a pedir ajuda e estou disposto a ajudar outro alcoólico que ainda sofre hoje? Descobri a natureza fatal de minha situação? O que devo fazer, hoje, para permanecer sóbrio?
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Meditação do dia:
Assim, achamos que nossas dificuldades são basicamente provocadas por nós mesmos. E o alcoólico é um exemplo de prepotência desenfreada, embora ele geralmente não ache isso. Acima de tudo, nós, alcoólicos, devemos nos desfazer desse egoísmo. Devemos, senão ele nos mata!”
(Na Opinião do Bill, p.272)


Daily Reflection:
JANUARY 26
RIGOROUS HONESTY

Who wishes to be rigorously honest and tolerant? Who wants to confess his faults to another and make restitution for harm done? Who cares anything about a Higher Power, let alone meditation and prayer? Who wants to sacrifice time and energy in trying to carry A.A. 's message to the next sufferer? No, the average alcoholic, self-centered in the extreme, doesn't care for this prospect—unless he has to do these things in order to stay alive himself.

TWELVE STEPS AND TWELVE TRADITIONS, p. 24

I am an alcoholic. If I drink I will die. My, what power, energy, and emotion this simple statement generates in me! But it's really all I need to know for today. Am I willing to stay alive today? Am I willing to stay sober today? Am I willing to ask for help and am I willing to be a help to another suffering alcoholic today? Have I discovered the fatal nature of my situation? What must I do, today, to stay sober?

domingo, 25 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 25/01

25 DE JANEIRO

O QUE PRECISAMOS – UM AO OUTRO

...Alcoólicos Anônimos está sempre a dizer a todo beberrão contumaz: “Você será um membro de Alcoólicos Anônimos se assim o quiser... ninguém poderá mantê-lo de fora”. 
 
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.125

   Por anos, anos, quando refletia sobre a Terceira Tradição (“Para ser membro de A.A. o único requisito é o desejo de parar de beber”), achava isto bom apenas para os ingressantes. Era sua garantia de que ninguém podia barrá-los em A.A. Hoje, sinto uma gratidão permanente pelo desenvolvimento espiritual que a Tradição trouxe para mim. Obviamente, eu não procuro pessoas diferentes de mim mesmo.
  A terceira tradição, concentrada na única maneira em que sou igual aos outros, levou-me a conhecer e a ajudar todo tipo de alcoólico, da mesma forma como eles também me ajudaram.
Charlotte, a ateia, mostrou-me os mais altos padrões de ética e de honra; Clay, de outra raça, ensinou-me a paciência: Winslow, que é gay, levou-me pelo exemplo à verdadeira compaixão; a jovem Megan diz que ver-me nas reuniões, sóbrio 30 anos, faz com que ela continue voltando. A Terceira Tradição garante que conseguiremos o que precisamos: um ao outro.
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Meditação do dia:
Então lá estava eu olhando para o catálogo de igrejas e pensando o que fazer, quando de repente me ocorreu que um dos pregadores da lista pudesse me indicar um bêbado com quem eu pudesse trabalhar.”
(Bill W. — cena do documentário: Bill conta sua própria história)


Daily Reflection:
JANUARY 25

WHAT WE NEED—EACH OTHER

. . . A.A. is really saying to every serious drinker, "You are an A.A. member if you say so . . . nobody can keep you out."
TWELVE STEPS AND TWELVE TRADITIONS, p. 139

For years, whenever I reflected on Tradition Three ("The only requirement for A.A. membership is a desire to stop drinking"), I thought it valuable only to newcomers. It was their guarantee that no one could bar them from A.A. Today I feel enduring gratitude for the spiritual development the Tradition has brought me. I don't seek out people obviously different from myself. Tradition Three, concentrating on the one way I am similar to others, brought me to know and help every kind of alcoholic, just as they have helped me. Charlotte, the atheist, showed me higher standards of ethics and honor; Clay, of another race, taught me patience; Winslow, who is gay, led me by example into true compassion; Young Megan says that seeing me at meetings, sober thirty years, keeps her coming back. Tradition Three insured that we would get what we need—each other.



sábado, 24 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 24/01

24 DE JANEIRO
CONSEGUINDO SE ENVOLVER

É preciso ação e ainda mais ação. “A fé sem obras é morta.”... Nossa única meta é sermos úteis.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.107 ou p.116

   Entendo que o serviço é uma parte vital da recuperação mas muitas vezes imagino, “O que eu posso fazer?” Simplesmente começar com o que tenho hoje. Olho em volta para ver onde há uma necessidade. Os cinzeiros estão cheios? Tenho mãos e pés para limpá-los? Subitamente, estou envolvido! O melhor orador pode fazer o pior café; o membro que é o melhor com os novatos pode ser incapaz de ler; o único disposto a fazer a limpeza pode fazer a maior confusão com a conta do banco – mas, cada uma destas pessoas e trabalhos são essenciais para um Grupo ativo. O milagre do serviço é este: quando uso o que tenho, descubro que há mais disponível para mim do que percebia antes.

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Meditação do dia:
O serviço prestado com alegria; as obrigações honestamente cumpridas; os problemas bem aceitos ou resolvidos com a ajuda de Deus; a consciência de que em casa ou no mundo lá fora somos parceiros num esforço comum;....”
(Na Opinião do Bill, p.254)


Daily Reflection:
JANUARY 24
GETTING INVOLVED

There is action and more action. "Faith without works is dead." . . . To be helpful is our only aim.

ALCOHOLICS ANONYMOUS, pp. 88-89

I understand that service is a vital part of recovery but I often wonder, "What can I do?" Simply start with what I have today! I look around to see where there is a need. Are the ashtrays full? Do I have hands and feet to empty them Suddenly I'm involved! The best speaker may make the worst coffee; the member who's best with newcomers may be unable to read; the one willing to clean up may make a mess of the bank account—yet every one of these people and jobs is essential to an active group. The miracle of service is this: when I use what I have, I find there is more available to me than I realized before.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 23/01

23 DE JANEIRO
AINDA TENDO ALEGRIA?

...não somos pessoas tristes. Se os recém-chegados não encontrassem alegria e felicidade na nossa existência, não a iriam querer. Insistimos absolutamente em gozar a vida. Tentamos não gastar muito tempo em especulações sobre a situação das nações, nem carregamos nas costas os problemas do mundo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.147e 148 ou p.160 e 161

    Quando minha própria casa está em ordem, acho que as diferentes partes de minha vida são mais manejáveis. Despido da culpa e do remorso que escondiam meus anos de bebida, estou livre para assumir meu próprio papel no universo, mas esta condição requer manutenção. Devo parar e perguntar a mim mesmo: “Ainda estou tendo alegria?” Se achar que responder esta pergunta está difícil ou doloroso, talvez esteja me levando a sério demais – e achando difícil admitir que extraviei-me na maneira de trabalhar o programa para manter minha casa em ordem. Penso que a dor que sinto é uma maneira que meu Poder Superior tem para chamar minha atenção, induzindo-me a avaliar o meu desempenho. O pouco tempo e o esforço tomados, para fazer funcionar o programa – um inventário relâmpago, por exemplo, ou fazer reparações, quando for apropriado – bem valem o esforço.

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Meditação do dia:
Para isso, precisamos nos desfazer de princípios maus ou ineficientes em favor dos bons princípios, que produzem resultados. Até bons princípios podem às vezes ser substituídos pela descoberta de outros ainda melhores.
(Na Opinião do Bill, p.76)



Daily Reflection:
JANUARY 23

HAVING FUN YET?

. . . we aren't a glum lot. If newcomers could see no joy or fun in our existence, they wouldn't want it. We absolutely insist on enjoying life. We try not to indulge in cynicism over the state of the nations, nor do we carry the world's troubles on our shoulders
ALCOHOLICS ANONYMOUS, p. 132

When my own house is in order, I find the different parts of my life are more manageable. Stripped from the guilt and remorse that cloaked my drinking years, I am free to assume my proper role in the universe, but this condition requires maintenance. I should stop and ask myself, Am I having fun yet? If I find answering that question difficult or painful, perhaps I'm taking myself too seriously—and finding it difficult to admit that I've strayed from my practice of working the program to keep my house in order. I think the pain I experience is one way my Higher Power has to get my attention, coaxing me to take stock of my performance. The slight time and effort it takes to work the program—a spot-check inventory, for example, or the making of amends, whatever is appropriate—are well worth the effort.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 22/01

22 JANEIRO
MANTENHA-O SIMPLES

Poucas horas depois eu me despedi do Dr, Bob... O maravilhoso e antigo sorriso estava em seu rosto, quando me disse quase brincando: “Lembre-se, Bill, não deixe que isto se acabe. Mantenho-o simples!” Saí sem poder dizer uma palavra. Esta foi a última vez que o vi.
A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p.191 ou p.205

   Após anos de sobriedade eu, de vez em quando, pergunto a mim mesmo: “É possível que seja tão simples?” Logo, nas reuniões, vejo antigos cínicos e céticos que caminhando pela estrada de A.A., saíram do inferno: empacotando suas vidas, sem álcool, em seguimentos de vinte e quatro horas, durante as quais eles praticam alguns poucos princípios da melhor maneira que lhes é possível. E de novo, me dou conta que, embora não seja sempre fácil, se o mantenho simples, funciona.

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Meditação do dia:
Escolhemos nosso caminho e alegremente o seguimos. Sonhadoramente, alguém logo diz: ‘Talvez encontremos ouro no topo daquelas montanhas’. E então, para nossa surpresa, achamos ouro – não pepitas dos regatos, mas sim moedas plenamente cunhadas.” (O Melhor de Bill, p.38 e 39)


Daily Reflection:
JANUARY 22
"LET'S KEEP IT SIMPLE"

A few hours later I took my leave of Dr. Bob. . . . The wonderful, old, broad smile was on his face as he said almost jokingly, "Remember, Bill, let's not louse this thing up. Let's keep it simple!" I turned away, unable to say a word. That was the last time I ever saw him.
ALCOHOLICS ANONYMOUS COMES OF AGE, p. 214

After years of sobriety I occasionally ask myself: "Can it be this simple?" Then, at meetings, I see former cynics and skeptics who have walked the A. A. path out of hell by packaging their lives, without alcohol, into twenty-four hour segments, during which they practice a few principles to the best of their individual abilities. And then I know again that, while it isn't always easy, if I keep it simple, it works.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A. 21/01

21 DE JANEIRO

SERVINDO MEU IRMÃO

O membro de A.A. fala ao recém-chegado, não com espírito de grandeza, mas com o espírito de humildade e fraqueza.
A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p.248 ou p.260

   Enquanto passam os dias em A.A. peço a Deus para guiar meus pensamentos e minhas palavras ao falar. Neste labor de contínua participação na Irmandade, tenho muitas oportunidades de falar. Assim, frequentemente peço a Deus para me ajudar a observar meus pensamentos e palavras, que elas possam ser verdadeiras e próprias reflexões de nosso programa; focalizar minhas aspirações mais uma vez para procurar Sua direção; para me ajudar a ser realmente agradável e amável, prestativo e curativo, mas sempre cheio de humildade e livre de qualquer traço de arrogância.
  Talvez hoje eu tenha que enfrentar atitudes ou palavras desagradáveis; recursos típicos do alcoólico que ainda sofre. Se isto vier a acontecer, tomarei um momento para concentrar-me em Deus; e então ser capaz de responder de uma perspectiva de compostura, força e sensibilidade.

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Meditação do dia:
Apenas Deus em Si mesmo pode se manifestar no absoluto; nós, seres humanos, temos que viver e crescer no domínio do relativo. Buscamos a humildade para hoje.” (O Melhor de Bill, p.36)


Daily Reflection:
JANUARY 21
SERVING MY BROTHER

The member talks to the newcomer not in a spirit of power but in a spirit of humility and weakness.

ALCOHOLICS ANONYMOUS COMES OF AGE p. 279

As the days pass in A.A., I ask God to guide my thoughts and the words that I speak. In this labor of continuous participation in the Fellowship, I have numerous opportunities to speak. So I frequently ask God to help me watch over my thoughts and my words, that they may be the true and proper reflections of our program; to focus my aspirations once again to seek His guidance; to help me be truly kind and loving, helpful and healing, yet always filled with humility, and free from any trace of arrogance.
   Today I may very well have to deal with disagreeable attitudes or utterances—the typical stock-in-trade attitude of the still-suffering alcoholic. If this should happen, I will take a moment to center myself in God, so that I will be able to respond from a perspective of composure, strength and sensibility.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 20/01

20 DE JANEIRO

PARAMOS... E PERGUNTAMOS

No decorrer do dia, quando agitados ou em dúvida, fazemos uma pausa e pedimos pelo pensamento ou ação certa.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.107 ou p.116

   Hoje, humildemente, peço ao meu Poder Superior pela graça de encontrar o espaço entre meu impulso e minha ação: de deixar soprar uma brisa refrescante quando eu responderia acaloradamente; de interromper a ferocidade com a paz gentil; de aceitar o momento que permita que o julgamento se torne discernimento; de preferir o silêncio quando minha língua for impelida a atacar ou a defender.
   Prometo observar toda oportunidade de voltar-me ao meu Poder Superior em busca de direção. Sei onde está este poder: ele reside dentro de mim, tão claro como um riacho das montanhas, oculto nas colinas – ele é o Recurso Interior Desconhecido.
   Agradeço a meu Poder Superior por esta palavra de luz e verdade que vejo quando permito a ele dirigir minha visão.
Acredito nele hoje e espero que ele acredite em mim para fazer todo esforço para encontrar hoje o pensamento e a ação certa.

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Meditação do dia:
Aqueles de nós que passaram muito tempo no mundo da falsa espiritualidade, eventualmente viram a infantilidade disso. Este mundo de sonhos foi substituído por um grande senso de realidade, acompanhado de uma crescente consciência do poder de Deus em nossas vidas.”
(Na Opinião do Bill, p.178)


Daily Reflection:
JANUARY 20
"WE PAUSE . . . AND ASK"

As we go through the day we pause, when agitated or doubtful, and ask for the right thought or action.

ALCOHOLICS ANONYMOUS, p. 87

Today I humbly ask my Higher Power for the grace to find the space between my impulse and my action; to let flow a cooling breeze when I would respond with heat; to interrupt fierceness with gentle peace; to accept the moment which allows judgment to become discernment; to defer to silence when my tongue would rush to attack or defend.
   I promise to watch for every opportunity to turn toward my Higher Power for guidance. I know where this power is: it resides within me, as clear as a mountain brook, hidden in the hills—it is the unsuspected Inner Resource.
   I thank my Higher Power for this world of light and truth I see when I allow it to direct my vision. I trust it today and hope it trusts me to make all effort to find the right thought or action today.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 19/01

19 DE JANEIRO

A FÉ A TODA HORA

A fé precisa estar em ação durante as vinte e quatro horas do dia, dentro e através de nós, ou morreremos.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.39 ou p.46

   A essência de minha espiritualidade, e minha sobriedade, se baseia na fé diária em um Poder Superior. Preciso lembrar e confiar no Deus do meu entendimento enquanto prossigo em todas as minhas atividades diárias. Como é confortante para mim o conceito de que Deus funciona dentro e através das pessoas. Quando faço uma pausa no meu dia, lembro-me de exemplos concretos e específicos da presença de Deus? Estou assombrado e enaltecido pelo número de vezes que este poder é evidente? Estou dominado pela gratidão da presença de Deus na minha vida de recuperação. Sem esta força onipotente em cada uma das minhas atividades, cairia novamente nas profundezas de minha doença – e morreria.

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Meditação do dia:
...a espiritualidade é a confiança persistente e a insistência em que o mundo é benigno e a vida tem sentido, em que o mundo não é uma ameaça e em que as medidas defensivas de desconfiança e paranoia são desnecessárias e autodestrutivas.” (Espiritualidade para Céticos, Robert C. Salomon, p.120)

Daily Reflection:
JANUARY 19
ROUND-THE-CLOCK FAITH

Faith has to work twenty-four hours a day in and through us, or we perish.
ALCOHOLICS ANONYMOUS, p. 16

The essence of my spirituality, and my sobriety, rests on a round-the-clock faith in a Higher Power. I need to remember and rely on the God of my understanding as I pursue all of my daily activities. How comforting for me is the concept that God works in and through people. As I pause in my day, do I recall specific concrete examples of God's presence? Am I amazed and uplifted by the number of times this power is evident? I am overwhelmed with gratitude for my God's presence in my life of recovery. Without this omnipotent force in my every activity, I would
again fall into the depths of my disease—and death.


domingo, 18 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 18/01

18 DE JANEIRO

UMA BEBIDA AJUDARIA?

Voltando atrás em nossas próprias histórias de bebida, nós poderíamos mostrar que, anos antes de perceber, estávamos fora de controle, que nossa maneira de beber, mesmo naquela época, não era apenas um hábito, mas era de fato o início da progressão fatal.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.19

   Quando eu ainda estava bebendo, não podia responder a qualquer situação da vida como podiam outras pessoas mais saudáveis. O menor incidente desencadeava um estado de espírito que, acredite, eu tinha que beber para entorpecer meus sentimentos. Mas o entorpecimento não melhorava a situação, então procurava uma saída na garrafa. Hoje preciso estar consciente do meu alcoolismo. Não posso me permitir acreditar que ganhei o controle sobre minha maneira de beber – ou novamente pensarei que ganhei o controle sobre minha vida. Tal sentimento de controle é fatal à minha vida. Tal sentimento de controle é fatal à minha recuperação.

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Meditação do dia:
A ideia da existência de áreas em nossas vidas sobre as quais somos impotentes é nova para nós. É muito mais fácil sentirmos que temos poder e estamos no controle. (...) Quando começamos a reconhecer a gravidade de nossa condição, é importante buscar ajuda para parar a montanha-russa.”
(Doze Passos para os Cristãos – Pe, Harold J. Rahm – Jornada Espiritual com Amor-Exigente – p.25 e 26)

Daily Reflection:
JANUARY 18

WOULD A DRINK HELP?

By going back in our own drinking histories, we could show that years before we realized it we were out of control, that our drinking even then was no mere habit, that it was indeed the beginning of a fatal progression.

TWELVE STEPS AND TWELVE TRADITIONS, p. 23

When I was still drinking, I couldn't respond to any of life's situations the way other, more healthy, people could. The smallest incident triggered a state of mind that believed I had to have a drink to numb my feelings. But the numbing did not improve the situation, so I sought further escape in the bottle. Today I must be aware of my alcoholism. I cannot afford to believe that I have gained control of my drinking—or again I will think I have gained control of my life. Such a feeling of control is fatal to my recovery.


sábado, 17 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 17/01

17 DE JANEIRO

A FELICIDADE VEM CALMAMENTE

O problema conosco, os alcoólicos, era este: Exigíamos que o mundo nos desse felicidade e paz de espírito, porém, queríamos conseguí-los numa ordem especial: pela rota do álcool. E não tivemos sucesso. Mas, quando com o tempo descobrimos algumas das leis espirituais e nos familiarizamos com elas e as colocamos em prática, então conseguimos felicidade e paz de espírito... Parecem existir algumas regras que temos que seguir, mas felicidade e paz de espírito estão sempre ali, abertas e de graça para qualquer um.”
DR. BOB E OS BONS VETERANOS, p.308 ou p.318

   A simplicidade do programa de A.A. me ensina que a felicidade não é alguma coisa que eu possa “exigir”. Vem para mim calmamente enquanto sirvo aos outros. Oferecendo minha mão para o ingressante ou para alguém que recaiu, descubro que minha própria sobriedade foi recarregada com gratidão e felicidade indescritíveis.

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Meditação do dia:
Mesmo o mais novo dos recém-chegados descobre recompensas jamais imaginadas quando procura ajudar seu companheiro alcoólico que está ainda mais cego do que ele. Esse é na verdade o tipo de doação que não exige nada em troca.”
(Na Opinião do Bill, p.298)


Daily Reflection:
JANUARY 17
HAPPINESS COMES QUIETLY

"The trouble with us alcoholics was this: We demanded that the world give us happiness and peace of mind in just the particular order we wanted to get it—by the alcohol route. And we weren't successful. But when we take time to find out some of the spiritual laws, and familiarize ourselves with them, and put them into practice, then we do get happiness and peace of mind. . . . There seem to be some rules that we have to follow, but happiness and peace of mind are always here, open and free to anyone."
DR. BOB AND THE GOOD OLDTIMES, p. 308

The simplicity of the A. A. program teaches me that happiness isn't something I can "demand." It comes upon me quietly, while I serve others. In offering my hand to the newcomer or to someone who has relapsed, I find that my own sobriety has been recharged with indescribable gratitude and happiness.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 16/01

16 DE JANEIRO
ATINGINDO O FUNDO

Por que toda esta insistência que todo A.A. deve atingir primeiro o fundo do poço? A resposta é que poucas pessoas tentarão praticar o programa de A.A. sinceramente, a menos que tenham chegado ao fundo. Pois praticar os restantes onze Passos do programa, significa a adoção de atitudes e ações que quase nenhum alcoólico que está ainda bebendo pode sonhar em fazer.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.19 e 20

    Atingindo o fundo do poço minha mente abriu e fiquei disposto a tentar algo diferente. O que tentei foi A.A. Minha nova vida em A.A. pode-se comparar como aprender a andar de bicicleta pela primeira vez: A.A. tornou-se minha bicicleta de treinamento e minha mão de apoio. Não é que eu desejasse tanto a ajuda; simplesmente não queria voltar a sofrer essas coisas novamente. Meu desejo de evitar voltar ao fundo novamente foi mais forte que meu desejo de beber. No começo isso foi que me manteve sóbrio. Porém, após algum tempo, descobri a mim mesmo trabalhando os Passos o melhor que podia. Em breve percebi que minhas atitudes e ações estavam mudando aos poucos. Um Dia de Cada Vez, senti-me bem comigo mesmo, com os outros, e minhas feridas começaram a cicatrizar. Agradeço a Deus pela bicicleta de treinamento e a mão de apoio que escolhi chamar de Alcoólicos Anônimos.

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Meditação do dia:
Agora que não frequentamos mais bares e bordéis, agora que levamos o salário para casa, agora que somos tão ativos em A.A. e que as pessoas nos parabenizam por esses sinais de progresso – bem, naturalmente passamos a nos congratular com nós mesmos. E todavia podemos não estar ao alcance da humildade.” (O Melhor de Bill, p.37)


Daily Reflections:
JANUARY 16

HITTING BOTTOM

Why all this insistence that every A.A. must hit bottom first? The answer is that few people will sincerely try to practice the A.A. program unless they have hit bottom. For practicing A.A.'s remaining eleven Steps means the adoption of attitudes and actions that almost no alcoholic who is still drinking can dream of taking.

TWELVE STEPS AND TWELVE TRADITIONS, p. 24

Hitting bottom opened my mind and I became willing to try something different. What I tried was A.A. My new life in the Fellowship was a little like learning how to ride a bike for the first time: A.A. became my training wheels and my supporting hand. It's not that I wanted the help so much at the time; I simply did not want to hurt like that again. My desire to avoid hitting bottom again was more powerful than my desire to drink. In the beginning that was what kept me sober. But after a while I found myself working the Steps to the best of my ability. I soon realized that my attitudes and actions were changing—if ever so slightly. One Day at a Time, I became comfortable with myself, and others, and my hurting started to heal. Thank God for the training wheels and supporting hand that I choose to call Alcoholics Anonymous.



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 15/01

15 DE JANEIRO

UM RECURSO INTERIOR DESCONHECIDO

Com poucas exceções, nossos membros descobrem que tinham tocado num recurso interior desconhecido, o qual eles em breve identificam com sua própria concepção de um Poder Superior a eles mesmos.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.194 ou p.211

   Desde os meus primeiros dias em A.A., enquanto lutava pela sobriedade, encontrei esperança nessas palavras de nossos cofundadores. Muitas vezes ponderei sobre a frase: “Eles tocaram num recurso interior desconhecido”. Como? Perguntava a mim mesmo, posso encontrar o Poder dentro de mim, quando sou tão impotente? No tempo certo, como os cofundadores prometeram, despertou em mim: sempre tive a escolha entre a bondade e o mal, entre o altruísmo e o egoísmo, entre a serenidade e o medo. Esse Poder Superior a mim mesmo é uma dádiva original que eu não reconhecia até conseguir uma sobriedade diária vivendo através dos Doze Passos de A.A.

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Meditação do dia:
Hoje em dia a grande maioria dos alcoólicos acolhe bem qualquer nova luz que possa ser lançada sobre a misteriosa e complexa doença do alcoolismo.”
(Na Opinião do Bill, p.45)


Daily Reflection:
JANUARY 15

AN UNSUSPECTED INNER RESOURCE

With few exceptions our members find that they have tapped an unsuspected inner resource which they presently identify with their own conception of a Power greater than themselves
ALCOHOLICS ANONYMOUS, pp. 567-68

From my first days in A.A., as I struggled for sobriety, I found hope in these words from our founders. I often pondered the phrase: "they have tapped an unsuspected inner resource." How, I asked myself, can I find the Power within myself, since I am so powerless? In time, as the founders promised, it came to me: I have always had the choice between goodness and evil, between unselfishness and selfishness, between serenity and fear. That Power greater than myself is an original gift that I did not recognize until I achieved daily sobriety through living A.A.'s Twelve Steps.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 14/01

14 DE JANEIRO

SEM REMORSOS

Nós não lamentaremos o passado, nem nos recusaremos a enxergá-lo.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.103 ou p.112

   Uma vez sóbrio, comecei a ver como a minha vida foi desperdiçada e experimentei uma culpa esmagadora e sentimentos de remorso. O Quarto e o Quinto Passos do programa ajudaram-me enormemente aliviar aqueles problemas de remorsos.
   Aprendi que meu egocentrismo e minha desonestidade vinham muito da minha maneira de beber, e que eu bebia porque era um alcoólico. Agora vejo que mesmo as minhas experiências mais repugnantes do passado podem se transformar em ouro, porque, como um alcoólico sóbrio, posso compartilhá-las para ajudar meus companheiros alcoólicos, principalmente os que estão chegando.
Sóbrio por muitos anos em A.A., não tenho mais remorsos pelo passado; sou simplesmente cheio de gratidão por estar consciente do amor de Deus e da ajuda que posso dar aos outros na Irmandade.

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Meditação do dia:
Nos primeiros dias de A.A. eu não me preocupava muito com áreas de minha vida nas quais estava inativo. Havia sempre o álibi: ‘Afinal de contas – dizia a mim mesmo – estou muito ocupado com assuntos mais importantes.’ Essa era minha receita quase perfeita para obter bem-estar e complacência.”
(Na Opinião do Bill, p.25)


Daily Reflection:
JANUARY 14
NO REGRETS

We will not regret the past nor wish to shut the door on it.
ALCOHOLICS ANONYMOUS, p. 83

Once I became sober, I began to see how wasteful my life had been and I experienced overwhelming guilt and feelings of regret. The program's Fourth and Fifth Steps assisted me enormously in healing those troubling regrets. I learned that my self-centeredness and dishonesty stemmed largely from my drinking and that I drank because I was an alcoholic. Now I see how even my most distasteful past experiences can turn to gold because, as a sober alcoholic, I can share them to help my fellow alcoholics, particularly newcomers. Sober for several years in A.A., I no longer regret the past; I am simply grateful to be conscious of God's love and of the help I can give to others in the Fellowship.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 13/01

13 DE JANEIRO

NÃO ACONTECE DA NOITE PARA O DIA

Nós não estamos curados do alcoolismo. O que realmente temos é um indulto diário dependendo da manutenção de nossa condição espiritual.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.104 ou p.113 e 114

   A fantasia alcoólica mais comum parece ser: “Se eu apenas não beber, tudo ficará bem.” Desde que a névoa clareou para mim, vi – pela primeira vez – a confusão que tinha se tornado em minha vida. Tinha problemas familiares, no trabalho, financeiros e legais; estava agarrado a velhas ideias religiosas; havia aspectos do meu caráter que eu não queria ver porque eles me convenceriam facilmente que eu estava sem esperanças e me empurrariam novamente para a fuga. O Livro Grande(*) guiou-me na resolução de todos os meus problemas. Mas não aconteceu da noite para o dia – e com certeza não foi automático – sem nenhum esforço de minha parte. Preciso sempre reconhecer a compaixão de Deus e suas bênçãos, que iluminam qualquer problema que tenho de enfrentar.
(*) Alcoólicos Anônimos (o “Big Book ”; também chamado: Livro Azul)

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Meditação do dia:
Agora que estamos em A.A., sóbrios e ganhando de novo a estima de nossos amigos e companheiros de trabalho, descobrimos que ainda precisamos exercer severa vigilância sobre nós mesmos.” (Na Opinião do Bill, p.19)


Daily Reflection:
JANUARY 13

IT DOESN'T HAPPEN OVERNIGHT

We are not cured of alcoholism. What we really have is a daily reprieve contingent on the maintenance of our spiritual condition.
ALCOHOLICS ANONYMOUS, p. 85

The most common alcoholic fantasy seems to be: "If I just don't drink, everything will be all right." Once the fog cleared for me, I saw—for the first time—the mess my life had become. I had family, work, financial and legal problems; I was hung up on old religious ideas; there were sides of my character to which I was inclined to stay blind because they easily could have convinced me that I was hopeless and pushed me toward escape again. The Big Book guided me in resolving all of my problems. But it didn't happen overnight—and certainly not automatically— with no effort on my part. I need always to recognize God's mercy and blessings that shine through any problem I have to face.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 12/01

12 DE JANEIRO

ACEITANDO NOSSAS CIRCUNSTÂNCIAS ATUAIS

    Nosso primeiro problema é aceitar nossas circunstâncias atuais como elas são, a nós mesmos como somos e as pessoas em torno de nós como elas são. Isto é adotar uma humildade realista, sem a qual não se pode nem mesmo começar a realizar progressos. Novamente precisamos voltar a este desagradável ponto de partida. É um exercício de aceitação que podemos praticar com vantagens todos os dias de nossas vidas.
   Desde que evitemos, arduamente, tornar este levantamento realista dos fatos da vida em desculpas irreais para a apatia e o derrotismo, eles podem ser o alicerce seguro sobre o qual podem ser construídos uma saúde emocional aumentada e, portanto, o progresso espiritual.

NA OPINIÃO DO BILL, p.44

   Quando estou tendo uma fase difícil para aceitar pessoas, lugares ou acontecimentos, volto a esta passagem, o que me alivia bastante do medo subjacente, em relação aos outros, ou às situações que a vida me apresenta. O pensamento me permite ser humano e não perfeito, e recobrar a minha paz de espírito.

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Meditação do dia:
Uma luz clara parece descer sobre nós – quando abrimos os olhos. Uma vez que nossa cegueira é causada por nossos próprios defeitos, precisamos conhecê-los a fundo. A meditação construtiva é o primeiro requisito para cada novo passo em nosso crescimento espiritual.” (Na Opinião do Bill, p.10)


Daily Reflection:
JANUARY 12

ACCEPTING OUR PRESENT CIRCUMSTANCES

Our very first problem is to accept our present circumstances as they are, ourselves as we are, and the people about us as they are. This is to adopt a realistic humility without which no genuine advance can even begin. Again and again, we shall need to return to that unflattering point of departure. This is an exercise in acceptance that we can profitably practice every day of our lives.
   Provided we strenuously avoid turning these realistic surveys of the facts of life into unrealistic alibis for apathy or defeatism, they can be the sure foundation upon which increased emotional health and therefore spiritual progress can be built.

AS BILL SEES IT, p. 44

When I am having a difficult time accepting people, places or events, I turn to this passage and it relieves me of many an underlying fear regarding others, or situations life presents me. The thought allows me to be human and not perfect, and to regain my peace of mind.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 11/01

11 DE JANEIRO

O PASSO 100%

Somente o Primeiro Passo, onde admitimos inteiramente que somos impotentes perante o álcool, pode ser praticado com absoluta perfeição.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.60

   Muito antes de conseguir alcançar a sobriedade em A.A., eu sabia, sem nenhuma dúvida que o álcool estava me matando, mas, mesmo com esse conhecimento, fui incapaz de parar de beber. Assim, quando encarei o Primeiro Passo, foi fácil admitir que me faltava força para não beber. Mas, que tinha perdido o domínio de minha vida? Nunca. Cinco meses após ter chegado em A.A. estava bebendo novamente e imaginando por quê.
   Mais tarde, de volta a A.A. e sentindo a dor de minhas feridas, aprendi que o Primeiro Passo é o único que pode ser praticado 100%. e que a única maneira para praticá-lo é aceitar esse passo 100%. Desde então, já se passaram muitas 24 horas e não precisei praticar novamente o Primeiro Passo.

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Meditação do dia:
Com respeito ao assunto das recaídas, eu não me sentiria muito desencorajado. Acho que você está sofrendo muito por causa de um sentimento de culpa desnecessário. Por qualquer razão, o Senhor traçou caminhos mais difíceis para alguns de nós, e suponho que você está palmilhando um deles. Deus não nos pede que tenhamos êxito; Ele pede que tentemos. Isso você está certamente fazendo.” (Na Opinião do Bill, p.11)


Daily Reflection:
JANUARY 11

THE 100% STEP

Only Step One, where we made the 100 percent admission we were powerless over alcohol can be practiced with
absolute perfection.

TWELVE STEPS AND TWELVE TRADITIONS, p. 68

Long before I was able to obtain sobriety in A.A., I knew without a doubt that alcohol was killing me, yet even with this knowledge, I was unable to stop drinking. So, when faced with Step One, I found it easy to admit that I lacked the power to not drink. But was my life unmanageable? Never! Five months after coming into A.A., I was drinking
again and wondered why.
    Later on, back in A.A. and smarting from my wounds, I learned that Step One is the only Step that can be taken 100%. And that the only way to take it 100% is to take 100% of the Step. That was many twenty-four hours ago and I haven't had to take Step One again.


sábado, 10 de janeiro de 2015

Reflexões Diárias de A.A.: 10/01

10 DE JANEIRO
PERMANECEMOS UNIDOS

Aprendemos que precisávamos admitir, do fundo de nossos corações, que éramos alcoólicos. Este é o Primeiro Passo para a recuperação. É preciso destruir a ilusão de que somos, ou poderemos ser, como as outras pessoas.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.53 ou p.59

   Procurei Alcoólicos Anônimos porque era incapaz de controlar minha maneira de beber. Foram as reclamações de minha mulher, ou talvez do delegado que me forçou a ir às reuniões de A.A., ou ainda no íntimo do meu próprio ser sentisse que não podia beber como os outros; mas não queria admitir, porque essa alternativa me aterrorizava. Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres unidos contra uma doença comum e fatal. Nossas vidas estão ligadas umas com as outras, como os sobreviventes num barco salva-vidas no mar. Se trabalharmos juntos, chegaremos salvos à praia.
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Meditação do dia:
E foi assim: um bêbado falando com outro, porque quem estava falando precisava também da mensagem. Primeiro explanei as ideias do Dr. Silkworth sobre o alcoolismo: que ele era de fato uma doença, como o corpo desenvolvia uma obsessão, a que ele chamava de alergia e, pior ainda, como a mente e as emoções começavam a ser dominadas por uma compulsão que nos condenava a continuar bebendo até ficarmos loucos ou morrer”.
(Bill W. — cena do documentário: Bill conta sua própria história)


Daily Reflection:
JANUARY 10

UNITED WE STAND

We learned that we had to fully concede to our innermost selves that we were alcoholics. This is the first step in recovery. The delusion that we are like other people, or presently may be, has to be smashed.

ALCOHOLICS ANONYMOUS, p. 30

I came to Alcoholics Anonymous because I was no longer able to control my drinking. It was either my wife's complaining about my drinking, or maybe the sheriff forced me to go to A.A. meetings, or perhaps I knew, deep down inside, that I couldn't drink like others, but I was unwilling to admit it because the alternative terrified me. Alcoholics Anonymous is a fellowship of men and women united against a common, fatal disease. Each one of our lives is linked to every other, much like the survivors on a life raft at sea. If we all work together, we can get safely to shore.